quarta-feira, 27 de agosto de 2008

A definição de Estratégia

Há 20 anos, seria simples exemplificar uma maneira de se obter lucro através de investimentos em comunicação. Um exemplo clássico seria iniciado pela definição de um crescente nicho de mercado, ainda não dominado, que iria se tornar a base do novo negócio. O próximo passo seria construir uma fábrica e anunciar incessantemente, especialmente na TV. Desta forma, os anúncios levariam os consumidores à nova loja, mantendo a fábrica ocupada. O resultado seria lucrativo e, com tal lucro, a empresa poderia anunciar mais, tendo ainda mais lucro.

Hoje, entretanto, a atenção do consumidor é um recurso cada vez mais escasso. Todos estão ocupados para ouvir o que o anunciante tem a dizer. As pessoas estão seletivas, simplesmente não conseguem registrar a montanha de apelos aos quais são submetidas pela mídia em geral.

São muitas revistas, centenas de canais de televisão e rádios, painéis de todos os jeitos e formatos em todos os lugares, milhões de sites.

A partir daí, é possível a compreensão da razão pela qual as pessoas tendem a dar muito mais atenção aos seus relacionamentos do que às transações, ou seja, as pessoas estão escutando mais seus familiares e amigos e se relacionando com mais intimidade com menos marcas.
Por isso ganha cada vez mais espaço na comunicação a Gestão Estratégica. O termo “estratégia” apresenta amplas definições. Etimologicamente o termo provém do grego stratégos, “gerencial”, “chefe”, composto de stratós, “exército”, e ágein, “conduzir”.

No âmbito empresarial, a estratégia está relacionada à arte de utilizar adequadamente os recursos físicos, financeiros e humanos, tendo em vista a minimização dos problemas e a maximização das oportunidades do ambiente da empresa. Desta forma, buscou-se uma definição dos termos “pontos fortes e fracos” e “ameaças e oportunidades”.
Sendo assim, “pontos fortes e fracos” são deficiências e qualidades internas de uma empresa, os quais deverão ser determinados diante da posição atual do produto-mercado em comparação às outras empresas do mesmo setor de atuação, sejam concorrentes diretos ou apenas concorrentes potenciais.

Os termos “ameaças e oportunidades” são fatores relacionados ao ambiente externo da empresa determinado pela análise da posição atual e futura do produto-mercado da organização.
Estes podem ser considerados como uma das etapas mais importantes em qualquer processo de gestão estratégica. Acompanhe a nossa coluna toda quarta-feira e saiba mais sobre este assunto.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Publicidade que Conscientiza

O conceito de publicidade e propaganda vem mudando ao longo do tempo. A partir do momento em que vão sendo reformuladas suas estruturas, se reinventam novas formas de se fazer publicidade e um destes casos é o da Publicidade que Conscientiza. Para entendê-la faz-se necessário reformular seus conceitos no âmbito social, econômico e político.

A Publicidade que Conscientiza visa desmistificar a publicidade legitimadora do capitalismo, pois ela trabalha juntamente com a educação, visando fazer com que a sociedade pratique o exercício da cidadania.

“Vender educação” pode ser entendido como vender elevação de qualidade de vida e não uma elevação capitalista de bens supérfluos, mas sim a elevação de se viver bem enquanto comunidade. Isso pode ser traduzido em “vender” saúde, conhecimento e, acima de tudo, vender consciência, para que cada indivíduo saiba e se comprometa com seus direitos e deveres enquanto cidadão.

Esse é o grande diferencial da Publicidade que Conscientiza em relação à que agrega valor: ela vende educação e exige como retorno uma ação da sociedade e não um lucro palpável.
Hoje em dia, exercer essa publicidade na sociedade e fazer com que as pessoas se atentem para o espírito de cooperação é um trabalho árduo. Com tantas crises, imprudências e “naturalismo”, os indivíduos se submetem à comodidade e à ignorância em achar que suas ações conscientes são meras perdas de tempo.

Em meio a tantas crises, o indivíduo acredita que suas ações individuais podem não ser mais úteis e acabam se tornando cômodos em relação a determinadas situações que prejudicam a sociedade. Daí a importância da Publicidade que Conscientiza em mostrar que “você pode fazer”.

Os profissionais da publicidade e propaganda devem começar a enxergar além. A cidadania, dificilmente, se tornará uma prática se não houver incentivo. Por isso, é necessário que se comece a perceber e implantar essa nova publicidade para o bem comum da sociedade: por que não vender saúde, bem estar, consciência ecológica e boas políticas?

É por isso que a Publicidade que Conscientiza se encontra com a educação em prol de questões maiores, a fim de vender qualidade de vida, promover novos valores e mudança de comportamento voltado para um mundo de conhecimento e informação, totalmente desconecto do capitalismo. Um mundo no qual ter consciência é se educar enquanto cidadão.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Análise estratégica do Clipping

Muitas vezes ainda encarado como um grande amontoado de papel, sem muito mérito, o Clipping é uma importante ferramenta da Assessoria de Imprensa e um grande aliado de seus assessorados.

O Clipping (em inglês “corte” ou “recorte”) consiste em identificar rotineiramente na imprensa as citações sobre a organização ou temas ligados ao nicho do qual pertencem, organizá-las e encaminhá-las para conhecimento dos interessados. Essas citações serão captadas na mídia impressa (jornais e revistas), eletrônica (TVs e rádio) ou digital (agências e sites de notícias). Os recortes são geralmente colados em folhas padronizadas, acrescidos de informações sobre veículo, data de publicação, editoria, algum tipo de classificação e outros dados que sejam importantes.

O clipping pode ser utilizado por empresas, executivos, profissionais liberais, artistas ou qualquer pessoa que queira fazer um acompanhamento de mercados e negócios de interesse, ações da concorrência e prospecção de negócios, pois seu objetivo principal é possibilitar a informação sobre todo o conteúdo publicado em determinados períodos e indicar novas possibilidades de divulgação, tendências e pontos desfavoráveis. Além disso, pode-se inclusive avaliar o trabalho desenvolvido e o relacionamento com mídias e jornalistas.

Um bom trabalho de Clipping possibilita ainda apurar quantos centímetros ou segundos (de acordo com tamanho ou tempo da matéria) foram destinados à empresa na mídia. Essa ação é conhecida como Análise Quantitativa que permite medir a ocupação de veículos, a repercussão de temas, o espaço ou registro em colunas, em capas de jornais e revistas, entre outros. Ele possibilita também:

- viabilizar a análise qualitativa do que é publicado sobre a empresa;
- possibilitar um acompanhamento de mercados de interesse;
- facilitar o monitoramento das ações da concorrência;
- poder ser utilizado para a geração de negócios;
- funcionar como ferramenta para avaliação do desempenho de porta-vozes.

É importante lembrar que para se iniciar um trabalho de Clipping é necessário que se tenha definidas as bases de acordo com os objetivos e interesses de quem irá utilizá-lo. Para tal é importante um briefing sobre o objeto da pesquisa (temas) e o conjunto de veículos a ser pesquisados (regiões).

O Clipping é uma informação estratégica e deve fazer parte da comunicação de uma organização, já que a sua correta manutenção agrega valos às decisões a serem tomadas.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

O princípio do Marketing Interno

Muito se fala sobre ações de Marketing Interno ou endomarketing, palestras de motivação de funcionários, happy hour, confraternizações, festas para os aniversariantes do mês e várias outras formas encontradas pela comunicação em busca da reincidente motivação.

Particularmente, motivação vem de motivo e, portanto é interno, de cada pessoa. Sendo assim como posso dar motivo a ela com a finalidade de que ela realize determinada atividade? Mais uma vez, particularmente, podemos incentivar pessoas, porém os motivos elas mesmas constroem para si.

Esse incentivo tem sido confundido, de forma geral, com momentos de diversão, entretenimento, muito importantes por sinal, mas não o bastante.

Lembremo-nos da pirâmide de Maslow: pessoas precisam ter satisfeitas as suas necessidades fisiológicas, de segurança, sociais, de estima e de realização pessoal nessa ordem. Sendo assim, de nada adianta incentivar a realização pessoal, por exemplo, de um colaborador da empresa se ele estiver com fome. Enquadram-se nas primeiras necessidades também questões relacionadas a salário, duração da jornada, entre outros fatores.

Dr. Roberto Caproni estabelece uma equação bastante interessante a respeito. Para ele, se você quer ter gente competente e motivada ao seu lado, desenvolva um plano de cargos e salários que estimule seus funcionários a dar o máximo de si. Funcionários são clientes internos da organização e também estão sujeitos à equação de valor. Apenas lembrando:

Valor = Benefício – Custo
Nesta equação temos que:
Benefício = Salário direto + vantagens de se trabalhar com vocêCusto = horas trabalhadas + dificuldades para execução do serviço

E dessa equação podemos inferir mais um ponto relevante: incentivar colaboradores a enxergarem entre si como clientes um dos outros, direcionando seus trabalhos com o máximo de perfeição a fim de garantir rendimento, satisfação e conseqüentemente bom relacionamento interno. Certamente tudo isso se reflete no atendimento que colaboradores dispensam com os clientes da empresa.

Fica então a reflexão: se normalmente há empenho e trabalho por parte da empresa com relação a seus clientes, porque não dispensar esse mesmo empenho e trabalho com os colaboradores que são os primeiros clientes da empresa?