Muitos autores já discutiram quais são os possíveis objetivos da comunicação e deixaram nitidamente fixado que a sua meta principal é a persuasão, a tentativa de levar outras pessoas a adotarem o ponto de vista de quem fala.
Foi assim até o fim do século XVII, quando surgiram os conceitos da psicologia que fizeram surgir dois objetivos independentes para a comunicação: um deles era a natureza intelectual ou cognitiva; o outro, emocional. Um tocava a mente, o outro a alma. Por esta teoria, um dos objetivos da comunicação era informativo – um apelo à mente. O segundo era persuasivo – um apelo à alma, às emoções. Porém essa distinção informar-persuadir causou confusão. Ora, alguém não está dando informação quando está divertindo? Não está divertindo quando está persuadindo?
Foi aí que a teoria da comunicação integrada apontou-se para as formações e atuações de forma distinta das diferentes áreas da comunicação – jornalismo, publicidade e relações públicas – com uma fragmentação das ações e da utilização dos instrumentos mais adequados para cada público a ser alcançado.
Assim, ao nos aproximarmos do conceito de objetivo de comunicação e avaliarmos suas diferentes áreas e possibilidades, podemos analisar rapidamente o desenvolvimento do organismo humano. Ao nascer, somos criaturas totalmente indefesas. Não temos o mínimo controle sobre a nossa conduta e estamos à mercê de qualquer força interessada em nos influenciar.
À medida que crescemos, nosso objetivo básico é alterar as relações originais entre o nosso próprio organismo e o ambiente em que nos encontramos. Especificando mais: nosso objetivo básico é reduzir a probabilidade de que sejamos simplesmente um alvo de forças externas e aumentar a probabilidade de que nós mesmos exerçamos força. Em suma, nós nos comunicamos para influenciar – para influenciar com intenção.
Todo comportamento de comunicação tem um objetivo, uma meta, que é produzir certa reação. Quando aprendemos a exprimir nossos objetivos em termos de respostas específicas da parte daqueles que recebem nossas mensagens, teremos dado o primeiro passo para a comunicação positiva e eficiente.
Esta espécie de formulação do objetivo da comunicação é claramente similar ao principio clássico de Aristóteles. O objetivo da comunicação é influenciar. Contudo, esta discussão implica que o homem “desconhece” ou “esquece” o seu objetivo. Isto não quer dizer que haja um objetivo próprio do qual o homem deva estar ciente. Quer dizer que há um objetivo na comunicação do qual muitas vezes não estamos cientes em nossa própria conduta.
quarta-feira, 30 de julho de 2008
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Marketing Político e Marketing Eleitoral
O ano de 2008 é um ano eleitoral. Mais uma vez, candidatos às prefeituras e câmaras da região começam a corrida das campanhas eleitorais, expondo suas imagens, interesses, valores e seus planos de governo. É aí que entra o Marketing Político e o Marketing Eleitoral.
O Marketing Político tem como função principal a criação da imagem de um candidato, gestão, governo, partido ou até mesmo de um sindicato, em longo ou curto prazo. Seu foco é centrado em cultivar a atenção e preferência dos eleitores.
Já o Marketing Eleitoral é um desdobramento do marketing político e, por acontecer somente em campanhas eleitorais, é de curto prazo. Neste caso, as estratégias e táticas são montadas sobre um ambiente eleitoral que já está em andamento. Aqui, o foco está nos eleitores e sua visão sobre o candidato.
Sendo assim, uma ferramenta importante para a comunicação tanto no marketing político quanto no eleitoral são as pesquisas, consideradas o primeiro passo, já que com elas é possível conhecer as tendências do eleitor, seus desejos, suas necessidades e também tudo o que possa interferir direta ou indiretamente no seu voto para o candidato em questão.
A partir daí é possível elaborar e desenvolver estratégias, peças gráficas e também informativos noticiosos, que visam repassar as idéias e os valores dos candidatos. Neste ponto é imprescindível a participação de profissionais multidisciplinares, uma vez que não pode haver erro, improviso ou estratégias traçadas na base da intuição e de acordos políticos.
Mesmo que ainda novas no Brasil, as técnicas de marketing político e eleitoral têm levantado questionamentos na sociedade, já que muitas vezes são vistos como ferramentas de manipulação. Mas na verdade o que deve ser avaliado não são os instrumentos publicitários e, sim, a mensagem que é transmitida.
Portanto, vale lembrar que todo o esforço comunicacional no contexto dos marketings político e eleitoral tem como foco principal o eleitor. Tudo começa e termina nele. Afinal, é ele quem vai dizer no final das eleições quem merece ser o seu representante na prefeitura e na câmara de vereadores.
O Marketing Político tem como função principal a criação da imagem de um candidato, gestão, governo, partido ou até mesmo de um sindicato, em longo ou curto prazo. Seu foco é centrado em cultivar a atenção e preferência dos eleitores.
Já o Marketing Eleitoral é um desdobramento do marketing político e, por acontecer somente em campanhas eleitorais, é de curto prazo. Neste caso, as estratégias e táticas são montadas sobre um ambiente eleitoral que já está em andamento. Aqui, o foco está nos eleitores e sua visão sobre o candidato.
Sendo assim, uma ferramenta importante para a comunicação tanto no marketing político quanto no eleitoral são as pesquisas, consideradas o primeiro passo, já que com elas é possível conhecer as tendências do eleitor, seus desejos, suas necessidades e também tudo o que possa interferir direta ou indiretamente no seu voto para o candidato em questão.
A partir daí é possível elaborar e desenvolver estratégias, peças gráficas e também informativos noticiosos, que visam repassar as idéias e os valores dos candidatos. Neste ponto é imprescindível a participação de profissionais multidisciplinares, uma vez que não pode haver erro, improviso ou estratégias traçadas na base da intuição e de acordos políticos.
Mesmo que ainda novas no Brasil, as técnicas de marketing político e eleitoral têm levantado questionamentos na sociedade, já que muitas vezes são vistos como ferramentas de manipulação. Mas na verdade o que deve ser avaliado não são os instrumentos publicitários e, sim, a mensagem que é transmitida.
Portanto, vale lembrar que todo o esforço comunicacional no contexto dos marketings político e eleitoral tem como foco principal o eleitor. Tudo começa e termina nele. Afinal, é ele quem vai dizer no final das eleições quem merece ser o seu representante na prefeitura e na câmara de vereadores.
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Publicidade x Propaganda: são diferentes?
“Instigante, informativa, persuasiva, conscientizadora e polêmica”. Os adjetivos são inúmeros quando o assunto em pauta se relaciona à Publicidade e Propaganda. Apesar de os termos – Publicidade e Propaganda – estarem geralmente atrelados, constitui-se – por parte de alguns autores – uma diferença básica de conceito e contextualização entre ambos.
A palavra publicidade vem do latim publicus e tem por objetivo dar visibilidade a um fato, um produto e uma idéia. Já a propaganda, do verbo propagar (de propagação) significa basicamente multiplicar e, de acordo com o entendimento comum e até com os dicionários, propagar também é disseminar uma comunicação, uma idéia, um argumento. Ação essa que pode ser parte de uma atividade de venda.
Diante destas variadas qualidades e infindáveis características, a publicidade e a propaganda são práticas que se disseminaram mundo afora. Boa parte das pessoas relacionam ambas somente ao aspecto capitalista - no auxílio ao exercício de compra e venda de produtos.
Deixando um pouco de lado as ponderações diversas dos autores no que se relaciona à diferença ou não dos termos Publicidade e Propaganda – uma vez que estamos longe de uma definição ideal acerca do real significado de ambas – faz-se necessário relatar que a prática específica de planejamento, criação, produção e veiculação de anúncios tiveram seu início em meados do século XIX, nos Estados Unidos, por meio da imprensa escrita. Foi nesta época, diante do alto fluxo de oferta/demanda que os comerciantes passaram a comprar espaços nos jornais para anunciarem seus produtos. A partir desta prática, se formalizou a relação entre comerciantes e públicos. Os textos dos anúncios começaram a ganhar identidade própria, na busca de uma atenção maior da população.
No viés destas duas “modalidades” de propaganda aparece uma terceira nuance, que sugere que a publicidade, além de vender e agregar valor, pode funcionar também como um mecanismo que auxilie na conscientização das pessoas em relação a determinados fatos, costumes e práticas do cotidiano.
Confira em nossos próximos artigos o novo modelo de publicidade e propaganda - a que conscientiza.
A palavra publicidade vem do latim publicus e tem por objetivo dar visibilidade a um fato, um produto e uma idéia. Já a propaganda, do verbo propagar (de propagação) significa basicamente multiplicar e, de acordo com o entendimento comum e até com os dicionários, propagar também é disseminar uma comunicação, uma idéia, um argumento. Ação essa que pode ser parte de uma atividade de venda.
Diante destas variadas qualidades e infindáveis características, a publicidade e a propaganda são práticas que se disseminaram mundo afora. Boa parte das pessoas relacionam ambas somente ao aspecto capitalista - no auxílio ao exercício de compra e venda de produtos.
Deixando um pouco de lado as ponderações diversas dos autores no que se relaciona à diferença ou não dos termos Publicidade e Propaganda – uma vez que estamos longe de uma definição ideal acerca do real significado de ambas – faz-se necessário relatar que a prática específica de planejamento, criação, produção e veiculação de anúncios tiveram seu início em meados do século XIX, nos Estados Unidos, por meio da imprensa escrita. Foi nesta época, diante do alto fluxo de oferta/demanda que os comerciantes passaram a comprar espaços nos jornais para anunciarem seus produtos. A partir desta prática, se formalizou a relação entre comerciantes e públicos. Os textos dos anúncios começaram a ganhar identidade própria, na busca de uma atenção maior da população.
No viés destas duas “modalidades” de propaganda aparece uma terceira nuance, que sugere que a publicidade, além de vender e agregar valor, pode funcionar também como um mecanismo que auxilie na conscientização das pessoas em relação a determinados fatos, costumes e práticas do cotidiano.
Confira em nossos próximos artigos o novo modelo de publicidade e propaganda - a que conscientiza.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
O Público Alvo
Qualquer situação de comunicação humana compreende a produção da mensagem por alguém e a recepção dessa mensagem por outro alguém. Para fazer uma boa comunicação de um produto definir o objetivo dela é o primeiro passo, mas conhecer com precisão o público é fundamental.
São três os fatores fundamentais que devem ser observados: boa qualidade, preço e distribuição. Mas há um quarto fator do qual qualquer bom produto precisa para ser um verdadeiro vencedor: a propaganda. Esta é a “alma do sucesso”. Inclusive porque atualmente muitos produtos são tão parecidos, que praticamente não existe uma diferença real entre as diversas marcas que brigam pela preferência dos consumidores. Assim, sem propaganda o mercado não teria registrado na cabeça várias marcas, nomes e slogans de diversos produtos.
Toda empresa, busca vender seus produtos ou serviços para um determinado público. Para tanto, cada empresa ou instituição deve procurar conhecer o perfil de consumo de um cliente potencial, seus interesses pessoais e tentar convencê-lo de que os seus produtos ou serviços são adequados e necessários para a satisfação desses interesses.
Podemos partir do pressuposto que é quase impossível uma empresa atender todas as pessoas ao mesmo tempo e em todos os lugares. Por isso é comum as empresas segmentarem seus públicos de interesse em categorias como idade, sexo, renda, religião, localização, dentre outras variáveis. Cada segmento populacional de interesse é o que conhecemos por público-alvo ou target group.
Os objetivos da propaganda devem resultar de decisões anteriores sobre o mercado-alvo, a posição no mercado e o mix de marketing.
Muitos objetivos específicos de comunicação e de vendas podem ser atribuídos à propaganda e podem ser classificados de acordo com o propósito de informar, persuadir ou lembrar. É muito comum as empresas investirem grandes somas de recursos em busca de informações de seus clientes e que, muitas vezes, se encontram dentro da própria empresa. Segundo Souza (2003), para uma comunicação adequada é necessário estar permanentemente em contato com seus clientes, que estão utilizando seus produtos e serviços e podem oferecer informações decisivas para o crescimento.
São três os fatores fundamentais que devem ser observados: boa qualidade, preço e distribuição. Mas há um quarto fator do qual qualquer bom produto precisa para ser um verdadeiro vencedor: a propaganda. Esta é a “alma do sucesso”. Inclusive porque atualmente muitos produtos são tão parecidos, que praticamente não existe uma diferença real entre as diversas marcas que brigam pela preferência dos consumidores. Assim, sem propaganda o mercado não teria registrado na cabeça várias marcas, nomes e slogans de diversos produtos.
Toda empresa, busca vender seus produtos ou serviços para um determinado público. Para tanto, cada empresa ou instituição deve procurar conhecer o perfil de consumo de um cliente potencial, seus interesses pessoais e tentar convencê-lo de que os seus produtos ou serviços são adequados e necessários para a satisfação desses interesses.
Podemos partir do pressuposto que é quase impossível uma empresa atender todas as pessoas ao mesmo tempo e em todos os lugares. Por isso é comum as empresas segmentarem seus públicos de interesse em categorias como idade, sexo, renda, religião, localização, dentre outras variáveis. Cada segmento populacional de interesse é o que conhecemos por público-alvo ou target group.
Os objetivos da propaganda devem resultar de decisões anteriores sobre o mercado-alvo, a posição no mercado e o mix de marketing.
Muitos objetivos específicos de comunicação e de vendas podem ser atribuídos à propaganda e podem ser classificados de acordo com o propósito de informar, persuadir ou lembrar. É muito comum as empresas investirem grandes somas de recursos em busca de informações de seus clientes e que, muitas vezes, se encontram dentro da própria empresa. Segundo Souza (2003), para uma comunicação adequada é necessário estar permanentemente em contato com seus clientes, que estão utilizando seus produtos e serviços e podem oferecer informações decisivas para o crescimento.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Marketing de Varejo: A rua de trás
Muitos estudantes de propaganda e agências também entortam o nariz quando o assunto é Marketing de Varejo. O preconceito vem da idéia de que só grandes empresas geram grandes margens de lucro para a agência e, portanto as pequenas e médias empresas não se enquadram nessa sentença.
Segundo preconceito: campanhas de varejo não possuem grande destaque na mídia, aparentam ganhar pelo cansaço dos comerciais bombardeados aos quatro ventos e não por criatividade. São os eletrodomésticos X, os móveis Y, como estamos a tropeçar com eles em todos os canais.
Terceiro preconceito: Raros são os comerciais de varejo que arrematam prêmios e as agências querem reconhecimento. Não somente o reconhecimento, pois claro, querem ganhar o cliente, fazê-lo satisfeito com o que foi criado para ele. Mas não se esqueçam: agências querem colher os louros (ou leões) da vitória.
Os pontos principais com que alguns profissionais de propaganda se equivocam são justamente esses três preconceitos. Vejamos.
Empresas que trabalham com varejo dão muito lucro sim, senhor: Vejam aí os altos valores de lucratividade que grandes redes varejistas alcançam todo mês ou todo ano e quanto é gasto por elas com mídia.
Quanto ao pequeno destaque dos comerciais de varejo (em comparação a outras campanhas institucionais) será que exatamente não falta um pouco de pioneirismo na construção de comerciais diferenciados? Se nos sentimos bombardeados é porque algo está repetitivo e não há satisfação em ver tal comercial repetidas vezes. Quantos filmes você já assistiu umas 20 vezes ou todas as vezes em que ele passou na TV? Certamente é porque eles continham algo de inovador e que até hoje te despertam atenção.
É dessa inovação e pioneirismo que vem o reconhecimento e resolve-se o ciclo de preconceitos de forma a não sobrar nenhum em pé.
Não podemos nos esquecer de enxergar além de nosso campo de visão. Existe muito mais do que o que podemos ver do outro lado da rua. Existe a rua por trás dessa. E nessa rua - que a princípio não vemos - pode estar lá, grande, lucrativa e desprezada, uma grande empresa de varejo esperando pelo atendimento da sua agência, caro leitor.
Segundo preconceito: campanhas de varejo não possuem grande destaque na mídia, aparentam ganhar pelo cansaço dos comerciais bombardeados aos quatro ventos e não por criatividade. São os eletrodomésticos X, os móveis Y, como estamos a tropeçar com eles em todos os canais.
Terceiro preconceito: Raros são os comerciais de varejo que arrematam prêmios e as agências querem reconhecimento. Não somente o reconhecimento, pois claro, querem ganhar o cliente, fazê-lo satisfeito com o que foi criado para ele. Mas não se esqueçam: agências querem colher os louros (ou leões) da vitória.
Os pontos principais com que alguns profissionais de propaganda se equivocam são justamente esses três preconceitos. Vejamos.
Empresas que trabalham com varejo dão muito lucro sim, senhor: Vejam aí os altos valores de lucratividade que grandes redes varejistas alcançam todo mês ou todo ano e quanto é gasto por elas com mídia.
Quanto ao pequeno destaque dos comerciais de varejo (em comparação a outras campanhas institucionais) será que exatamente não falta um pouco de pioneirismo na construção de comerciais diferenciados? Se nos sentimos bombardeados é porque algo está repetitivo e não há satisfação em ver tal comercial repetidas vezes. Quantos filmes você já assistiu umas 20 vezes ou todas as vezes em que ele passou na TV? Certamente é porque eles continham algo de inovador e que até hoje te despertam atenção.
É dessa inovação e pioneirismo que vem o reconhecimento e resolve-se o ciclo de preconceitos de forma a não sobrar nenhum em pé.
Não podemos nos esquecer de enxergar além de nosso campo de visão. Existe muito mais do que o que podemos ver do outro lado da rua. Existe a rua por trás dessa. E nessa rua - que a princípio não vemos - pode estar lá, grande, lucrativa e desprezada, uma grande empresa de varejo esperando pelo atendimento da sua agência, caro leitor.
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