Muitos autores já discutiram quais são os possíveis objetivos da comunicação e deixaram nitidamente fixado que a sua meta principal é a persuasão, a tentativa de levar outras pessoas a adotarem o ponto de vista de quem fala.
Foi assim até o fim do século XVII, quando surgiram os conceitos da psicologia que fizeram surgir dois objetivos independentes para a comunicação: um deles era a natureza intelectual ou cognitiva; o outro, emocional. Um tocava a mente, o outro a alma. Por esta teoria, um dos objetivos da comunicação era informativo – um apelo à mente. O segundo era persuasivo – um apelo à alma, às emoções. Porém essa distinção informar-persuadir causou confusão. Ora, alguém não está dando informação quando está divertindo? Não está divertindo quando está persuadindo?
Foi aí que a teoria da comunicação integrada apontou-se para as formações e atuações de forma distinta das diferentes áreas da comunicação – jornalismo, publicidade e relações públicas – com uma fragmentação das ações e da utilização dos instrumentos mais adequados para cada público a ser alcançado.
Assim, ao nos aproximarmos do conceito de objetivo de comunicação e avaliarmos suas diferentes áreas e possibilidades, podemos analisar rapidamente o desenvolvimento do organismo humano. Ao nascer, somos criaturas totalmente indefesas. Não temos o mínimo controle sobre a nossa conduta e estamos à mercê de qualquer força interessada em nos influenciar.
À medida que crescemos, nosso objetivo básico é alterar as relações originais entre o nosso próprio organismo e o ambiente em que nos encontramos. Especificando mais: nosso objetivo básico é reduzir a probabilidade de que sejamos simplesmente um alvo de forças externas e aumentar a probabilidade de que nós mesmos exerçamos força. Em suma, nós nos comunicamos para influenciar – para influenciar com intenção.
Todo comportamento de comunicação tem um objetivo, uma meta, que é produzir certa reação. Quando aprendemos a exprimir nossos objetivos em termos de respostas específicas da parte daqueles que recebem nossas mensagens, teremos dado o primeiro passo para a comunicação positiva e eficiente.
Esta espécie de formulação do objetivo da comunicação é claramente similar ao principio clássico de Aristóteles. O objetivo da comunicação é influenciar. Contudo, esta discussão implica que o homem “desconhece” ou “esquece” o seu objetivo. Isto não quer dizer que haja um objetivo próprio do qual o homem deva estar ciente. Quer dizer que há um objetivo na comunicação do qual muitas vezes não estamos cientes em nossa própria conduta.
Nenhum comentário:
Postar um comentário