quarta-feira, 25 de junho de 2008

A Comunicação

A palavra comunicação tornou-se popular. É usada hoje para denominar os problemas de relações pessoais em geral, entre trabalhadores e dirigentes, enfim é utilizada no dia-a-dia de pessoas e empresas. Alguns usos do rótulo “comunicação” se referem a um modo diferente de ver tais problemas. Outros ainda simplesmente mudam o nome dos mesmos problemas que existiam antes.

Na indústria, a revolução tecnológica e o autodesenvolvimento da força operária levaram a maior confiança nos símbolos e menor nas coisas. Por exemplo, a indústria tornou-se socialmente consciente de si. O público encara hoje a indústria como instituição social – com responsabilidade social. Os colaboradores organizaram-se e apontam as fraquezas e deficiências da gerência. Isto obrigou à criação de departamentos industriais de relações trabalhistas e de relações entre os empregados.

Numa visão ampla podemos considerar o conceito de comunicação como sendo todas as possibilidades de entendimento entre as pessoas. Contudo, a relação entre os diversos públicos e os objetivos empresariais forçou para uma atitude profissional do uso da comunicação e de seus diversos instrumentos.

A influência que os profissionais de comunicação, em especial os da publicidade exercem sobre os indivíduos, por meio de centenas de mensagens diárias transmitidas pela comunicação de massa, produzidas sempre com muita criatividade e experiência profissional, numa linguagem direta ou subliminar, resultou na cultura de que a felicidade está no acúmulo dos bens adquiridos.

O governo moderno orienta-se cada vez mais no sentido da comunicação, as empresas buscam se comunicar com o mercado de maneira constante. O administrador público, o executivo, podemos dizer que vivem num mundo de comunicação, lançando mão de todos os instrumentos de comunicação que conhecem. Assim, imaginamos que todos entendem de comunicação, de propaganda ou de marketing. De acordo com Sampaio (1999, p. 13), “raros varejistas pensariam em montar uma indústria de eletroeletrônicos, mesmo que ela respondesse por mais da metade de suas vendas. No entanto, passa pela cabeça de quase todos montar uma agência para faturar os 20% da veiculação. Muitos vão do pensamento à ação, em média, estão muito satisfeitos com a iniciativa. Por quê? Porque todo mundo entende de propaganda”.

É perfeitamente demonstrável que as preocupações com a comunicação são de âmbito geral e já se infiltraram em muitas das atividades humanas. Por isso temos sempre que pensar: O que vem a ser tudo isto? Que estamos nós fazendo, quando dedicamos tão grande parte de nossa energia disponível à produção, interpretação e recepção de mensagens? Que ganhamos com isto? O que estamos procurando conseguir através do processo de comunicação?

quarta-feira, 18 de junho de 2008

É hora de Mudar! Organizações Horizontalizadas

Organizações horizontalizadas. Essas sim estão preparadas para enfrentarem o “boom” de mudanças que provém não somente do âmbito tecnológico, mas também, em aspectos comportamentais, sociais, políticos e econômicos.

Ser “horizontalizada” não se restringe apenas à questão de minimizar estruturas hierárquicas em uma organização, vai mais além. Ser horizontal é primar por uma comunicação bilateral, ter a percepção do todo, ou seja, conhecer cada setor, cada funcionário e o mais importante saber reconhecer os erros e os acertos em uma administração; perceber que é hora de mudar!

Porém o maior desafio das organizações é compreender os fatores psicológicos de seus funcionários. As pessoas vivem hoje, ou melhor, enfrentam o que Wood Jr. (2002) denomina de “cultura 24/7” que é o trabalho 24 horas por dia e 7 dia por semana. Como sobreviver a essa cultura que se tornou barreira entre trabalho e lazer, dia e noite?

Essa é a maior mudança, a mudança de vida e psicológica que as pessoas enfrentam no mundo pós-moderno. O maior desafio das organizações é se prepararem e preparar sua equipe para que essa cultura não faça parte da empresa.

Mesmo que haja pessoas flexíveis a todo tipo de mudança, em uma organização o EU não caminha sozinho. É necessário que todos estejam aptos a compreenderem as mudanças e claro a se adaptarem a elas, de maneira que tais mudanças não se tornem obrigações.

Por isso, para que a organização esteja sempre preparada para tais mudanças, é preciso que ela perceba em seu ambiente interno o que pode ser mudado, o que pode ser reciclado, quem tem o perfil mais profissional para determinado setor, dentre outras ações que venham contribuir e enriquecer o ambiente de trabalho.

Mudar e receber mudanças quer dizer sair da zona de conforto, a qual está presente em muitas organizações passivas que nunca inovam e, portanto ficam sempre estagnadas no mercado, ou seja, fadadas ao fracasso, enquanto a concorrência se sobressai.

Em suma, toda e qualquer organização, de grande, médio e pequeno porte está sujeita a enfrentar as mudanças que a era pós-moderna impõe e também as que o ambiente interno necessita. Por isso, para que essas mudanças cheguem de maneira sutil, volta-se na tecla do primeiro artigo escrito para essa coluna - o planejamento. É preciso planejar para que os erros e os medos de enfrentarem tais mudanças sejam minimizados.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Comunicação Interna: o House Organ

Dentro de uma comunicação bem feita, vários pontos devem ser observados. Um dos principais é manter a equipe de trabalho sempre bem informada sobre os assuntos da empresa e dos demais colegas de trabalho. É aí que entra em ação uma das ferramentas do endomarketing, o house organ.

Popularmente conhecido como Informativo de Empresas ou Jornal, o house organ é um veículo de comunicação interna, concebido para divulgar os fatos e as realizações da empresa ou entidade. Ele é uma ferramenta de comunicação indispensável para colaboradores e clientes e se distingue de um jornal comum pela linha editorial, que é focada especialmente para assuntos internos.

A maioria dos house organs tem o público interno como prioritário, mas há casos cada vez mais freqüentes em que a empresa prepara dois ou mais informativos para atingir de maneira mais adequada (em termos de pauta e linguagens) os públicos distintos, como colaboradores, acionistas, clientes, executivos e fornecedores.

O house organ dentro de uma empresa visa, portanto otimizar a comunicação com os colaboradores, apresentando-lhes informações sobre seus dia-a-dia e sua carreira, treinamentos, dicas de uma vida melhor, aniversariantes, atividades e novos produtos ou serviços, bem como demonstrar um pouco dos valores e da filosofia da empresa. Tudo isso com uma linguagem mais informal e às vezes divertida, trazendo muitas imagens e ilustrações.

As tecnologias modernas acrescentaram novas possibilidades aos house organs, com a inclusão dos boletins eletrônicos e interativos, disponíveis nas intranets. Outras opções são os newsletters: veículos de informação mais rápidos, com público-alvo mais definido e que traz mais informações sobre negócios, mercado ou processos de gestão.

Empresas de médio e grande porte já adotaram o house organ como veículo de comunicação interna e muitas delas afirmam que essa simples ação sustenta a auto-estima dos colaboradores, uma vez que estes se sentem importantes para a empresa, o que reduz o índice de rotatividade em cada área de atuação interna.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

O Endomarketing

As condições econômicas atuais impuseram o envolvimento de todas as áreas de uma empresa na busca do sucesso comercial. Sendo assim, o papel do colaborador de uma organização na qualidade dos seus produtos e conseqüentemente no atingimento dos objetivos corporativos, torna-se crescente e o investimento em pessoas passa a ser fundamental para a cadeia de serviço-eficácia.

No prisma da comunicação, partindo de um planejamento estratégico ressaltamos uma ação que ganha cada vez mais importância, o Endomarketing.

A palavra “Endo”, proveniente do grego quer dizer “posição” ou “ação interior”, ou seja, movimento para dentro. Endomarketing é, portanto, um conjunto de ações de marketing focadas no público interno, ou seja, os colaboradores de uma empresa.

Dentre os objetivos do endomarketing estão: tornar comum entre os colaboradores os objetivos, as metas e os resultados da empresa na qual eles atuam e conscientizá-los para a importância do atendimento de excelência ao cliente.

Desde o momento em que se contrata um novo colaborador, ele deve conhecer a filosofia e os objetivos da empresa para se familiarizar com o ambiente de trabalho. Para isso, existem diversos meios que vão desde a informação direta, fornecida pelas chefias e colegas, até as confraternizações, ações para aniversariantes, palestras, incentivos à cultura e a elaboração dos chamados house organs (jornais ou revistas destinadas ao público interno de uma empresa).

Uma comunicação interna bem feita transforma-se em satisfação dos colaboradores e os torna envolvidos e motivados na empresa que, por sua vez, é responsável pela qualidade do produto/serviço externo, resultando na conquista e satisfação de clientes, que é o objetivo principal de qualquer empresa.

Sendo assim, o essencial é que os empreendedores responsáveis transmitam aos seus colaboradores a idéia de que todos estão envolvidos no desenvolvimento dos negócios, criando um clima de parceria e de confiança mútua.