Organizações horizontalizadas. Essas sim estão preparadas para enfrentarem o “boom” de mudanças que provém não somente do âmbito tecnológico, mas também, em aspectos comportamentais, sociais, políticos e econômicos.
Ser “horizontalizada” não se restringe apenas à questão de minimizar estruturas hierárquicas em uma organização, vai mais além. Ser horizontal é primar por uma comunicação bilateral, ter a percepção do todo, ou seja, conhecer cada setor, cada funcionário e o mais importante saber reconhecer os erros e os acertos em uma administração; perceber que é hora de mudar!
Porém o maior desafio das organizações é compreender os fatores psicológicos de seus funcionários. As pessoas vivem hoje, ou melhor, enfrentam o que Wood Jr. (2002) denomina de “cultura 24/7” que é o trabalho 24 horas por dia e 7 dia por semana. Como sobreviver a essa cultura que se tornou barreira entre trabalho e lazer, dia e noite?
Essa é a maior mudança, a mudança de vida e psicológica que as pessoas enfrentam no mundo pós-moderno. O maior desafio das organizações é se prepararem e preparar sua equipe para que essa cultura não faça parte da empresa.
Mesmo que haja pessoas flexíveis a todo tipo de mudança, em uma organização o EU não caminha sozinho. É necessário que todos estejam aptos a compreenderem as mudanças e claro a se adaptarem a elas, de maneira que tais mudanças não se tornem obrigações.
Por isso, para que a organização esteja sempre preparada para tais mudanças, é preciso que ela perceba em seu ambiente interno o que pode ser mudado, o que pode ser reciclado, quem tem o perfil mais profissional para determinado setor, dentre outras ações que venham contribuir e enriquecer o ambiente de trabalho.
Mudar e receber mudanças quer dizer sair da zona de conforto, a qual está presente em muitas organizações passivas que nunca inovam e, portanto ficam sempre estagnadas no mercado, ou seja, fadadas ao fracasso, enquanto a concorrência se sobressai.
Em suma, toda e qualquer organização, de grande, médio e pequeno porte está sujeita a enfrentar as mudanças que a era pós-moderna impõe e também as que o ambiente interno necessita. Por isso, para que essas mudanças cheguem de maneira sutil, volta-se na tecla do primeiro artigo escrito para essa coluna - o planejamento. É preciso planejar para que os erros e os medos de enfrentarem tais mudanças sejam minimizados.
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