A palavra comunicação tornou-se popular. É usada hoje para denominar os problemas de relações pessoais em geral, entre trabalhadores e dirigentes, enfim é utilizada no dia-a-dia de pessoas e empresas. Alguns usos do rótulo “comunicação” se referem a um modo diferente de ver tais problemas. Outros ainda simplesmente mudam o nome dos mesmos problemas que existiam antes.
Na indústria, a revolução tecnológica e o autodesenvolvimento da força operária levaram a maior confiança nos símbolos e menor nas coisas. Por exemplo, a indústria tornou-se socialmente consciente de si. O público encara hoje a indústria como instituição social – com responsabilidade social. Os colaboradores organizaram-se e apontam as fraquezas e deficiências da gerência. Isto obrigou à criação de departamentos industriais de relações trabalhistas e de relações entre os empregados.
Numa visão ampla podemos considerar o conceito de comunicação como sendo todas as possibilidades de entendimento entre as pessoas. Contudo, a relação entre os diversos públicos e os objetivos empresariais forçou para uma atitude profissional do uso da comunicação e de seus diversos instrumentos.
A influência que os profissionais de comunicação, em especial os da publicidade exercem sobre os indivíduos, por meio de centenas de mensagens diárias transmitidas pela comunicação de massa, produzidas sempre com muita criatividade e experiência profissional, numa linguagem direta ou subliminar, resultou na cultura de que a felicidade está no acúmulo dos bens adquiridos.
O governo moderno orienta-se cada vez mais no sentido da comunicação, as empresas buscam se comunicar com o mercado de maneira constante. O administrador público, o executivo, podemos dizer que vivem num mundo de comunicação, lançando mão de todos os instrumentos de comunicação que conhecem. Assim, imaginamos que todos entendem de comunicação, de propaganda ou de marketing. De acordo com Sampaio (1999, p. 13), “raros varejistas pensariam em montar uma indústria de eletroeletrônicos, mesmo que ela respondesse por mais da metade de suas vendas. No entanto, passa pela cabeça de quase todos montar uma agência para faturar os 20% da veiculação. Muitos vão do pensamento à ação, em média, estão muito satisfeitos com a iniciativa. Por quê? Porque todo mundo entende de propaganda”.
É perfeitamente demonstrável que as preocupações com a comunicação são de âmbito geral e já se infiltraram em muitas das atividades humanas. Por isso temos sempre que pensar: O que vem a ser tudo isto? Que estamos nós fazendo, quando dedicamos tão grande parte de nossa energia disponível à produção, interpretação e recepção de mensagens? Que ganhamos com isto? O que estamos procurando conseguir através do processo de comunicação?
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