Ferreira define “processo” como “qualquer fenômeno que apresente contínua mudança no tempo”, ou “qualquer operação ou tratamento contínuo”.
Ligamos a palavra “processo” ao nosso exame da comunicação. O conceito de processo é por si complexo. Se começarmos a discutir um modelo de processo de comunicação sem um sentido comum para a palavra “processo”, nossa discussão poderá resultar em visões distorcidas do que seja a comunicação.
Quinhentos anos antes do nascimento de Cristo, Heráclito destacou a importância do conceito de processo, ao declarar que um homem não pode entrar duas vezes no mesmo rio; o homem será diferente e assim também o rio. Existem oito etapas no desenvolvimento de uma comunicação eficaz. O comunicador de marketing deve (1) identificar o público-alvo, (2) determinar os objetivos da comunicação, (3) elaborar a mensagem, (4) selecionar os canais de comunicação, (5) estabelecer o orçamento total de comunicação, (6) decidir sobre o mix de comunicação, (7) medir os resultados da comunicação e (8) gerenciar o processo de comunicação integrada de marketing.
O processo de comunicação passa por caminhos ora julgados delicados, pois se estabelecem questionamentos sobre aquilo que se comunica, levando-se em consideração que onde há comunicação há convencimento de uma das partes, o que nos remete aos princípios da teoria da comunicação que diz: toda comunicação é informação, mas nem toda informação chega a ser comunicação. A comunicação como informação, supõe a existência dos seguintes elementos: emissor, código, mensagem, canal, interpretação do código e recipiente, que somente se consuma quando o receptor estabelece o feedback com a fonte.
Todo discurso é um percurso, um caminho repleto por forças contrárias, com ruídos, rumores e interferências. A verdade como tal não é esperada por ninguém, o que está em questão é ganhar espaço ou reforçar a imagem, não somente uma proposição que se diz verdadeira.
Se não existe verdade isolada, o paradoxo da difusão será o seguinte: para despertar o interesse de alguém por um enunciado e fazer com que ele o retome, vai ser preciso que o outro leve alguma vantagem, portanto, venha a ser seu co-signatário ou co-produtor, apropriando-se disso, seja lá de que maneira for. Não há difusão, dizíamos, sem tradução, adaptação, nem deformação da mensagem. O discurso "que funciona" permite, certamente, que o indivíduo se reconheça nele e, ainda mais, dê a ele uma imagem de si, relacione-o ao coletivo. As grandes mensagens, religiosas, políticas, estéticas ou civilizadoras são as que trazem uma palavra e um corpo à comunidade.
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