Essa é uma daquelas reuniões que gera uma idéia brilhante e a gente quer compartilhar essa idéia com todo mundo. Assim nasceu a coluna Inteligência W.Espanha numa tarde de segunda-feira, e cá estamos e estaremos nós, todas as terças, juntamente com o Correio do Sul, é claro, no intuito de abrir um espaço considerado importante e que tem, por objetivo, expor e propagar novas idéias no âmbito da comunicação.
Acompanhando o atual cenário da propaganda sul mineira, incluindo todas as particularidades e dificuldades inatas, não é difícil observar que muito se fala – e se pratica – em peças gráficas, áudios, vídeos, eventos e demais ações já conhecidas. No entanto, raras são as vezes em que percebemos (ou melhor, os clientes percebem e comentam) o interesse de agências em brecar esse impulso criativo e refletir sobre o planejamento estratégico.
Voltando nosso olhar para algumas específicas agências de maior porte, verificamos que isso já vem sendo feito. Uma que podemos citar, de forte expressão, é a GAD’ Branding & Design. Melhor ainda, ela soube além de pensar, publicar suas reflexões de planejamento estratégico em recente periódico.
Em uma época em que se gasta tanto esforço e tanto fosfato é queimado na ânsia por idéias nunca dantes utilizadas, porque não iniciar a implementação desse importante (indispensável, inclusive!) item da comunicação integrada, como um diferencial competitivo?
Ora! Como gerar vendas a partir de uma bem estruturada e aplaudida campanha se os funcionários não estão treinados para atender a demanda? Pior: eles nem sabiam da campanha. Pior ainda: não tem informações sobre o lançamento do produto que foi anunciado.
Logo se percebe que há uma seqüência lógica de passos a serem seguidos e que a comunicação deve se iniciar de dentro para fora, ou seja, de dentro da cabeça (planejamento estratégico) para fora dela (publicidade e propaganda).
É nesse momento que introduzimos um diferencial enquanto agência, (quando todos pensavam já terem se esgotado o leque de diferenciais a serem utilizados): o Sistema de Inteligência em Comunicação.
Mais um amontoado de palavras de impacto e encanto para convencer o consumidor? Cremos que não. Acompanhe: Sistema porque é composto por processos, procedimentos, e uma lógica entre os mesmos. Inteligência, pois foi pensado, estudado, premeditado. E comunicação é o foco do sistema.
O que esse Sistema de Inteligência em Comunicação propõe é justamente evitar que “apertos” e falhas, como a citada anteriormente, não aconteçam, uma vez que, sendo um sistema, todas as ações que o compõem estão interligadas.
Basicamente, o sistema é composto por 4 etapas: Planejamento Estratégico, Análises, Planejamento Estratégico de Marketing e Publicidade e Propaganda. Dentro de cada etapa são definidos itens como:
- Elaboração da Missão, Visão, Valores, Políticas e Negócio;
- Identificação dos Fatores Críticos de Sucesso e Análise de Cenários;
- Identificação de Oportunidades de Mercado;
- Elaboração dos Objetivos e Metas, Estratégia Corporativa, Marketing Mix, Cadeias de Valor e Definição do Posicionamento;
- Programas de ação, Implementação das ações, Projetos e Avaliações Financeiras;
- Definição do Nome da Empresa;
- Estudo de Marca;
- Comunicação Visual Interna e externa;
- Qualificação do Público Interno;
- Manutenção da Marca;
Veja bem: não se destina esse artigo a detonar a propaganda e, sim, apenas colocá-la em seu devido e merecido lugar: como uma etapa. E dar destaque às demais etapas que são de importância equivalente à propaganda, porém precisam ser definidas anteriormente a ela.
Cremos que a referência que possuímos como agência no Sul de Minas e os resultados concretos que alcançamos para clientes e parceiros, se devem à postura voltada para a prática desse sistema, inclusive a formação de equipe especializada em Planejamento, alocada no Grupo Planejar, do qual a W.Espanha faz parte.
Atentem-se publicitários e estudantes da área: qualidade, benefícios, custos, pronto atendimento e pró-atividade foram diferenciais. Hoje não são mais. São obrigação. A propaganda possui essa face um tanto quanto ingrata: o que se pratica como diferencial, em pouco tempo, se torna obrigação. Mas se assim não fosse, não nos inquietaria a procurar novas soluções, e essa é a graça.
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