Vamos chover no molhado a princípio: Toda empresa se propõe a produzir algum item/serviço e vendê-lo; esse é o conceito básico e sua proposição primária.
Se esse produto ou serviço será comercializado, há de se fazer isso mediante um valor que inclui a matéria-prima utilizada, o tempo gasto, o salário dos funcionários, o lucro que move a empresa, etc.
Contudo esse valor ou custo, melhor dizendo, não é o mesmo valor que está nos olhos do consumidor e nas suas expectativas quanto ao produto/serviço.
Vamos sair do molhado: Ora, você pagaria R$ 5,00 numa lata de cerveja em um supermercado? Claro que não. Mas e se fosse a última lata da prateleira e você estivesse sedento depois do jogo de futebol do fim de semana? A coisa muda de figura.
Até aí estamos falando de desejos, mas o valor que o produto ou serviço pode alcançar na credibilidade do consumidor é muito mais expressivo.
Um dos fatores mais buscados pelas empresas hoje é a tal fidelidade do cliente. Ninguém precisa ser estudioso de marketing para perceber que a infidelidade do consumidor às marcas vem da enxurrada de concorrentes para um mesmo segmento.
E é o valor que começamos a discutir nesse artigo que traz a chave para abrir as portas para a fidelidade tão procurada, já que na cola desse valor vêm a satisfação do cliente e conseqüentemente a fidelidade.
Construir o valor de um produto ou serviço para o consumidor não é tarefa tão árdua; exige um quê de esperteza e dedicação.
Quando a empresa se foca num determinado nicho, por exemplo, facilita muito seu trabalho, pois trata-se de um conjunto menor de consumidores e com características semelhantes. É mais coerente usar uma flecha para acertar ao alvo do que uma metralhadora atirando para todos os lados correndo o risco de não acertar em lugar algum.
Mas é claro que, antes de chegar nesse ponto, a empresa já deve ter se preocupado com questões internas que envolvem sua própria estruturação de missão, visão, negócio, objetivos, valores, posicionamento e tudo mais que envolve o planejamento estratégico a fim de que sejam coesas suas ações e principalmente sua imagem para o público interno e externo.
O valor para o cliente não é só quanto custa algo - ainda que em tempos um tanto quanto difíceis como os de hoje o preço seja um determinante da compra - mas sim um conjunto de análises que envolvem custo-benefício, conhecimento ou não da marca, imagem da empresa, referências positivas que recebe no boca-a-boca, acesso aos produtos ou serviços e todas essas questões ser constantemente relembradas pelo departamento de marketing das empresas.
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