quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Prever e antecipar

Há muito já sabemos que o marketing não opera mais no sentido de orientar a empresa a produzir determinado produto para depois procurar seus consumidores, mas sim primeiramente definir o público alvo para trabalhá-lo como o centro de todas as ações de marketing, assim como também na entrega, relacionamento, propaganda, entre outros, a fim de estabelecer valor e ser superior a seus concorrentes.

Alguns autores defendem uma centralização tal que o marketing deveria agir no sentido de praticamente descobrir necessidades e desejos latentes do consumidor como forma de diferenciação perante outras empresas. É o chamado Marketing Proativo.

Dentro dessa vertente não basta apenas sentir e descobrir o que o cliente quer através da percepção. Seria essa uma forma de criar diferenciais frágeis e pouco duradouros.

Desvendar o que se passa no íntimo de suas vontades criaria muito maior impacto e surpresa, fazendo com que a satisfação por ter sido alvo de interesse de uma grande empresa se torne fidelidade à marca.

Ir além, nesse caso, não tem limites.

É preciso pensar nos clientes dos seus clientes, ver a empresa como um todo interligado por informações e, principalmente, aprender com as experiências pelas quais passem, seja um funcionário ou um gerente de departamento.

E para isso servem os inúmeros recursos de tecnologia da informação: dos mais básicos, como revistas e jornais impressos, até periódicos online, fóruns de discussão, intranet, banco de dados e muitos outros que permitem troca de notícias com maior velocidade, além de transações, pedidos e pagamentos.

Essa velocidade que parece um detalhe simples pode fazer toda a diferença entre uma marca e outra aos olhos do cliente, o que é importantíssimo uma vez que, na visão de marketing proativo, desaparecem dentro da empresa os interesses pessoais, a hierarquia, o tempo de casa, mas não a voz de comando: a do cliente.

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